viernes, septiembre 4

Miles marcharon contra Chávez en Latinoamérica, pero sólo 21 en São Paulo

SÃO PAULO - En esta ciudad la marcha "no marchó". En plena avenida Paulista, los organizadores esperaban muchas personas, pero sólo se aparecieron 19 mujeres y tres hombres. Mi colega Mariana Oliveira, de Opera Mundi, reportó además que ninguno de los presentes sabia quien organizó la manifestación.

A versão brasileira da manifestação internacional contra Hugo Chávez foi um fiasco. Apenas 19 mulheres e três homens foram ao vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na capital paulista, de modo que a marcha não marchou. O movimento mundial No Más Chávez organizou protestos em mais de 80 cidades de 30 países europeus e americanos nesta sexta-feira (4), sob o argumento de que o presidente venezuelano está arruinando a Venezuela e representa um perigo para a América Latina. Chovia gotas esparsas e ventava quando chegou o primeiro grupo da passeata – sete mulheres vestindo camisas brancas. O relógio na Avenida Paulista marcava 12h22 e 22ºC. O céu estava nublado e os carros, ônibus, motos e pedestres passavam normalmente, como em qualquer outro dia. Para Maria Eugênia Azancot, venezuelana de 50 anos radicada no Brasil há dois, “Chávez é um mandatário que há 10 anos engana o povo e estrangeiros, posando de democrata. Ele não é um democrata, segue Cuba, é aluno de Fidel. Ele acabou com o nosso país e quer acabar com a América Latina”. O marido dela é um engenheiro que trabalhava em uma empresa comprada pelo governo, e diz ter perdido o emprego por ser contrário a Chávez. Ela diz ter muitos amigos que trabalham para empresas do governo, “mas têm que trabalhar de bico fechado, porque se falam alguma coisa diferente da cartilha do Chávez são mandados embora”. Além disso, diz que os trabalhadores são obrigados a colocar uma camisa vermelha e sair em passeatas, como se fosse chavista. Ela ainda tem família na Venezuela, e diz que estão todos muito preocupados com as decisões do governo, como, por exemplo, a nova lei de educação e o desemprego. “Tem engenheiros e médicos trabalhando vendendo bolo na esquina. Ele tem um controle de quem votou contra ele e não deixa essas pessoas trabalharem”. Para ela, o mandatário venezuelano estaria comprando os demais líderes latino-americanos com o dinheiro do petróleo. “Menos o Lula. O Lula sabe se mexer em águas turvas, é amigo do Chávez, trata bem o Uribe, e faz o que quer, não é influenciado”. Miriam Diaz, colombiana de 55 anos diz que a intromissão política de Chávez nos países vizinhos causa muitos danos às populações. “Na Colômbia ele ajuda a guerrilha. A redução do comércio com a Colômbia tem prejudicado muitas pessoas, sobretudo na fronteira com a Venezuela”. Ela diz não concordar com as bases americanas na Colômbia, mas não crê que isso é uma ameaça para a região. Chávez, por outro lado, seria uma ameaça pela compra de armamentos que tem realizado. Ela diz que o presidente venezuelano é um ditador, e que não votaria na reeleição de Uribe. “Não gosto da permanência indefinida do governante no poder, isso é perigoso para a democracia”. Rosa Iranzo, venezuelana que mora no Brasil, reclama que o governo de Chávez aumentou o desemprego e a insegurança do país, e acabou com a liberdade de expressão. Ela saiu da Venezuela há cinco anos, mas diz que não foi por conta do presidente: seu marido trabalha em uma transnacional, e tinha que viajar muito. José Luis de Campos, paulista de 47 anos, acha que Chávez que fazer da América do Sul um só país, “como uma União Européia de esquerda”. “Ele é um ditador, que usa da democracia por fraudes para implantar uma ditadura de esquerda, cópia de Cuba”. Santiago de Gusman, equatoriana de 22 anos, estudante de cinema fazendo um intercâmbio no Brasil, acha que Chávez está sendo um mau exemplo para outros líderes latinoamericanos. “Meu país está seguindo o modelo da Venezuela, a liberdade de expressão está sendo condicionada, as rádios fechadas. O intervencionismo de Chávez está afetando a política. A tendência de agora é o socialismo do século XXI, e é fácil para os presidentes seguirem isso, porque a população não sabe o que é socialismo”. Para ele, socialismo é proteger a economia, dar igualdade e boa qualidade de vida a todos – e Chávez, segundo Gusman, não faz isso. “Em vez de juntar as classes, ele divide”. Nenhum dos presentes sabia quem é o organizador da marcha. Descobriram-na através de amigos ou pela internet. O grupo disse acreditar que essa manifestação mostrará a Chávez que pessoas em toda a América são contra ele e seu intervencionismo na política. Além disso, conforme disse José Luiz de campos, “todo movimento precisa de um início”. Para Rosa Iranzo, “é importante mostrar nosso descontentamento” – até porque, para os manifestantes, a população da Venezuela não tem o direito de exprimir qualquer opinião contrária ao status quo. O embaixador da Venezuela na Colômbia, Gustavo Márquez, disse hoje que as manifestações convocadas pelas redes sociais Facebook e Twitter contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez, representam uma campanha de "ódio" e buscam "desviar a atenção de assuntos cruciais". "Trata-se de uma campanha orquestrada para desviar a atenção do povo colombiano e também de alguns outros países onde se quer levar esta iniciativa à frente", disse Márquez à rádio colombiana "RCN". Para o embaixador, esta é uma campanha "para estigmatizar o presidente Chávez e para promover o ódio entre países irmãos".

Esta es la versión regional de la BBC:

Miles de personas marcharon hoy por varias capitales de Colombia para protestar contra Hugo Chávez, el presidente de Venezuela, un país con el que se comparten más de 2.200 kilómetros de frontera terrestre y con el cual hay una tensa relación política y comercial desde hace meses. Aunque no hubo grandes multitudes, los grupos antichavistas desfilaron por las principales vías de ciudades como Bogotá, Medellín, Cali, Barranquilla y Cúcuta. En esta última ciudad fronteriza la demostración fue numerosa, teniendo en cuenta las dificultades que han tenido los comerciantes de la zona para intercambiar productos con Venezuela. Los habitantes de esa ciudad dejaron de recibir recientemente gasolina subsidiada de Venezuela, después de que el gobierno de ese país suspendió el acuerdo que había suscrito con el de Colombia. Los asistentes a las demostraciones eran, sobre todo, personas de clase media y alta, que gritaban consignas como "No más Chávez" y que llevaban pancartas exigiendo el pago de las deudas a los exportadores colombianos o pidiéndole al mandatario venezolano que cese sus amenazas con los aviones bombarderos Sukhoi, comprados recientemente a Rusia. El embajador de Venezuela en Colombia, Gustavo Márquez, lamentó las demostraciones y dijo que son un hecho "inédito" contra "un jefe de estado en ejercicio". Márquez consideró que las marchas, convocadas a través de redes sociales como Facebook y apoyadas por algunos dirigentes políticos colombianos, buscan sembrar "odio" entre los dos países. Las marchas ocurren un día después de que la cancillería colombiana protestó formalmente ante su similar de Venezuela por la presencia de funcionarios de la embajada de ese país en Bogotá en un acto político donde se lanzaron duras críticas contra el presidente Álvaro Uribe. La experta en relaciones internacionales Arlene Tickner, profesora de la Universidad de los Andes, le dijo a BBC Mundo que "es muy preocupante" que sucedan demostraciones de este tipo contra el presidente en ejercicio del principal vecino de Colombia. "Están tratando de construir un nuevo enemigo a la patria colombiana. Ahora no son las FARC, sino Chávez", explicó Tickner. La profesora añadió que en la actual coyuntura política de Colombia -que tendrá elecciones presidenciales y al Congreso en 2010- "sin duda traerá réditos políticos para algunos candidatos ser enemigos de Chávez". Tickner concluyó que las marchas, que transcurrieron pacíficamente, "sin duda van a deteriorar el contexto de las relaciones entre los dos países", que entraron en una nueva crisis a raíz de la negociación de un nuevo acuerdo militar entre Colombia y Estados Unidos.

En Caracas, la corresponsal de BBC Mundo informó que hubo concentraciones en varias de las principales ciudades, con pancartas y franelas blancas. "Ahora el mundo sí nos apoya", le dijo a BBC Mundo una joven que participaba en el evento, en el este de la capital venezolana. Allí, y para hacerle contrapeso al evento organizado desde Colombia, el oficialismo convocó a una cantata en apoyo al mandatario venezolano que, de acuerdo con la agencia oficial Bolivariana de Noticias, "llenó de alegría" varias plazas del país. Las concentraciones de este viernes están consideradas como un preludio a una gran marcha convocada por sectores opositores para este sábado, en contra de lo que consideran amenazas del gobierno contra la libertad de manifestación. Desde Siria, donde se encuentra haciendo escala en el marco de una gira por países africanos y Medioriente, Chávez desestimó la convocatoria mundial a las manifestaciones en su contra, una inciativa que calificó de de "estúpida".

2 comentarios:

  1. despretigio total. ese show de "mundial" lo aprendieron de los cubanos frustrados de miami, que todo es "mundial", como la corrupción en la política local, que es un escándalo mundial. aquí en miami en el bayfront park había un puñado de piqueteros, y eso que llevaron a colombianos, hondureños y venezolanos. no habían viejos cubanos porque lloviendo como estaba le tienen más miedo a la neumonia que al castrismo. se niegan a utilizar el crédito del Memorial Plan.
    la cantidad de gente que asiste a este tipo de bembé político se sabe de una manera muy fácil cuando la convocatoria es raquítica: los canales de tv no abren el tiro de cámara ni hacen tiros aéreos. igual harán mañana los heraldos, una foto de una rubia con un cartel gritando groseramente. tratan de buscar al fotografiado de piel clara para que no parezca "sudaca".
    lg rodriguez

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  2. NO se ha dicho lo suficiente, que estas manifestaciones fueron organizadas en Miami y en Caracas.
    Es decir la idea fue generada en estas dos ciudades.
    Con eso se ha dicho todo.
    Venezolanos pudientes residentes en Miami y venezolanos pudientes residentes en Caracas.

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